(o livro da loucura)

Camuflagem de Rapina

Não há mais espanto
que me pegue:
essa nau de pau e corda
- embora ande à solta -
agora sabe
a ponta do iceberg.

Soldado em noites de atalaia,
os olhos de mil lentes
já percebem
a conjura e a intriga
das tocaias mais antigas.

Um mal lento e paciente
fingindo-se água pura,
matava-me antigamente.

Nonsense. Não mais.

As bactérias degeladas vão caindo,
inertes,
no fogo bento do meu sangue
de fervuras e vontades
imorais.